Ônibus ficaram retidos na garagem nesta segunda-feira (12) e população ficou sem alternativa para ir ao trabalho, escolas e unidades de saúde.

O transporte coletivo de Araguaína foi completamente paralisado nesta segunda-feira (12), em decorrência de uma greve deflagrada pelos rodoviários da empresa Passaredo, concessionária do serviço na cidade. Com 100% da frota retida na garagem, milhares de cidadãos foram deixados sem alternativa para se deslocar para o trabalho, escolas e unidades de saúde, resultando em pontos de ônibus lotados e grande transtorno logo nas primeiras horas da manhã.
A paralisação, por tempo indeterminado, foi motivada pela falta de pagamento de salários e benefícios. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Tocantins (Sintratto), que representa a categoria, a empresa não cumpriu com suas obrigações, levando os trabalhadores a cruzarem os braços. As principais reivindicações incluem:
O sindicato afirma que os atrasos são problemas recorrentes e que a greve foi a única alternativa encontrada pelos funcionários após tentativas de negociação sem sucesso. A decisão pela paralisação total foi comunicada com antecedência, conforme a entidade.
Diante do caos instalado na cidade, a Prefeitura de Araguaína emitiu uma nota oficial informando que já tomou as primeiras providências. A gestão municipal notificou a empresa Passaredo para que o serviço seja restabelecido imediatamente, sob pena de sanções legais e administrativas.
A Procuradoria Geral do Município já estuda as medidas judiciais cabíveis para garantir o direito de ir e vir da população. A prefeitura também avalia a aplicação de sanções previstas no contrato de concessão, que podem incluir multas e, em último caso, a declaração de caducidade do contrato.
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A administração municipal reforçou que não medirá esforços para assegurar a normalização do transporte público, serviço considerado essencial para o funcionamento da cidade e para a rotina de seus habitantes.
A nossa reportagem tentou contato com a empresa Passaredo para obter um posicionamento sobre a paralisação e as reivindicações dos funcionários, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
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